quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Guga critica Copa do Mundo e não vê benefícios.

Fonte: http://tenisbrasil.uol.com.br/



Rio de Janeiro (RJ) - Principal nome do tênis nacional, Gustavo Kuerten marcou presença nesta quarta-feira no Rio Open e como de costume falou um pouco de tudo relacionado à sua carreira, à sua vida e ao esporte. O momento mais crítico de sua coletiva de imprensa foi a avaliação dos benefícios que a Copa do Mundo irá trazer para o Brasil neste ano.

"Não consigo enxergar grandes benefícios além de poucos investimentos. Os estrangeiros vão adorar, nós é que não vamos gostar, porque o que foi prometido não foi feito. Os aeroportos não ficaram prontos, gerou-se uma expectativa, mas o compromisso não foi cumprido (melhorias no país). Isso causa um grau de insatisfação", disparou o catarinense ex-número 1 do mundo.

"Vergonha o Brasil não passa. O que pode acontecer é aparecer toda a realidade que é o país ainda. A gente sofre de dificuldades desde o básico. A Copa vai ser em dois meses, tem um potencial de contagiar as pessoas, e vai terminar", declarou Guga, que mudou o tom quando se referiou ao torneio. Ele gostou tanto do ambiente que mostrou sentir saudades da época de jogador.

"Quando eu saí do estacionamento daqui e olhei para o Cristo, a vontade que deu pra jogar aqui no Rio. Estou chegando agora, mas pela televisão está bacana, muito bonito", comentou o ex-número 1. Só que ele não foi apenas elogios ao torneio: "(David) Ferrer me comentou que a quadra está com muito pó no fundo, mas acho válidas essas opiniões dos tenistas".

O tricampeão de Roland Garros lembrou que suas conquistas não conseguiram sozinhas fazer o tênis crescer tanto no país. "Temos 15% de jovens que jogam tênis e destes, poucos ficam. Na minha época, cheguei a pagar para jogar uma Copa Davis juvenil. Fui o número 1 do mundo e não foi o suficiente para transformar o tênis", disse.

Nenhum comentário:

Postar um comentário