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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Vintage Tennis Posters







Jairo Garbi, especialista em equipamentos de tênis

Fonte: http://www.tennisreport.com.br


DSCN4283Jairo Garbi, também conhecido como "Jairo Raquetes" 
Ele já virou referência quando o assunto é equipamento de tênis. Há mais de vinte anos no mercado, Jairo Garbi encontrou no esporte a realização pessoal e também a profissional.
Hoje recebe clientes de todo o Brasil: amadores, jogadores profissionais e ex-tenistas nas duas lojas localizadas em São Paulo. 
E foi lá, na Tênis ProShop, que batemos um super papo com um dos maiores especialistas em raquetes do país. Confira!

Como você descobriu o mercado de equipamentos?
 Jairo - Trabalhei, por dez anos, numa fábrica que fazia as raquetes Procópio, Dornnay, Prince e Wilson, sediada na Zona Franca de Manaus. A fábrica fechou, foi vendida e eu fiquei perdido. Pensei que com uma loja eu poderia atingir meus objetivos pessoais e profissionais. E há 23 anos montei a Tênis ProShop no Shopping Eldorado, em São Paulo.

DSCN4299Tênis ProShop - Shopping Eldorado
Você sempre jogou tênis?
Jairo - Sempre joguei, mas quem me conhece sabe que eu sempre fui um jogador bastante medíocre (rs).
Existe uma raquete perfeita?
Jairo - Não. Uma pessoa que tem o primeiro saque muito chapado e forte diz que aquela raquete é a melhor do mundo pra isso. Então essa mesma raquete não pode ser perfeita para um saque com efeito. Ou se uma batida continental é ótima com uma raquete, não tem como a mesma ser perfeita para uma batida com muito spin. Existe a raquete perfeita para determinados golpes, mas nunca pra cem por cento deles.
Qual a diferença entre uma raquete com cabeça maior, tipo a Yonex, e uma com cabeça menor?
Jairo - A raquete com cabeça maior é a que todo tenista amador deveria usar. Nos Estados Unidos, a venda de raquetes oversize é maior do que as raquetes midsize ou midplus. Na América do Sul o número é absurdo: de cada dez raquetes vendidas, 9 são midsize. Além de serem mais fáceis para se ter um bom ponto de contato, as "cabeçudas" soltam mais a bola e geram menos vibração para o braço.
Há raquetes com mais peso no cabo, outras na cabeça e também as mais equilibradas. Qual a função de cada uma?
Jairo - As raquetes competitivas têm o peso e o equilíbrio dirigidos pro cabo, o que gera controle de bola. Já as que têm o peso concentrado na cabeça são as de perfil largo, longas, com poucas cordas e geram velocidade. Quando se tem muita potência, há menos controle e vice-versa.
O mercado esportivo está sempre cheio de novidades e lançamentos. Como saber a hora certa de trocar a raquete?
Jairo - Quando se é criança isso é muito fácil porque você vai evoluindo, crescendo e a raquete se torna incompatível em relação aos seus adversários. Por exemplo: um garoto cresceu um palmo em dois anos, os adversários também. A bola fica mais pesada. Se ele não tem uma raquete com um pouco mais de massa e no comprimento adequado, não consegue jogar. Na fase adulta, quando a pessoa já tem um estilo de jogo definido, não há essa necessidade. A não ser que o jogador tenha uma evolução muito acima da média ou tenha utilizado uma raquete errada. Então se ele tem um movimento de braço longo e usa uma raquete pra swing curto, que solta muito a bola, é natural uma queda no controle. Vai depender do estilo de jogo dele.
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Qual raquete, que tipo de corda e quantidade de libras você recomenda para um tenista iniciante?
Jairo - Corda de tripa sintética. Se a pessoa puder gastar um pouco mais, indico a multifilamento. São cordas que absorvem muito o impacto e colocam menos em risco o braço do jogador. A tensão depende de raquete pra raquete, mas hoje a tendência é não se usar alta tensão, inclusive entre os profissionais porque as cordas não afrouxam com tanta rapidez como antigamente, a perda de libras é menor e as máquinas eletrônicas são muito mais precisas.
A gente sabe que um tenista profissional carrega várias raquetes. E um amador, ou aquele que só bate uma bolinha no fim de semana, quantas raquetes deve ter?
Jairo - O ideal é o amador ter duas raquetes. Quebrou a corda? Coloca na raqueteira, joga com a outra e depois vai pra casa. A não ser que jogue torneios e aí a corda pode deixar o tenista na mão. A dica é ter duas raquetes com tensões diferentes. Num dia o jogo é na quadra rápida, no outro é no saibro, mais lento, ou até mesmo na altitude. São variáveis que justificam o amador ter um par de raquetes.
Muitos clientes chegam às lojas e dizem: “eu quero a mesma raquete do Roger Federer!”. Sabemos que as raquetes utilizadas pelos profissionais são customizadas de acordo com as necessidades de cada um. O que difere a Wilson BLX de Roger Federer da Wilson BLX que você vende na loja? Como explicar isso ao cliente?
Jairo - É bem complicado, principalmente para os jovens, que querem a raquete dos ídolos e nem sempre isso é possível. As raquetes dos profissionais, em geral, são as mesmas que a gente encontra nas lojas. Só que o profissional precisa de um peso maior, um equilíbrio pessoal. É a chamada customização, feita exclusivamente para ele, que joga num nível avançado. O amador pode usar o mesmo modelo do profissional, que não é customizada, mas é mais pesada e exige muito do braço do jogador. A diferença é que o tenista amador joga duas ou três vezes na semana, já o profissional joga 4 horas por dia e faz preparação física. Então pra jogar com uma raquete de profissional tem que ter preparação senão vai ter uma “conta física pra pagar”.
A variedade de cordas é cada vez maior no mercado. Como escolher a ideal?
Jairo - O nylon é muito simples, a gente brinca que é nylon de pesca, mas atende a um grupo específico de jogadores: os que querem pagar pouco ou jovens iniciantes. Já a tripa natural é a melhor do mercado, mas tem um preço elevado e a durabilidade é pequena. Se eu pudesse dividir todas em dois grupos diria que todo amador deve usar cordas de multifilamento e todo profissional deve usar cordas de copolímeros.
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Quais as vantagens de um encordoamento híbrido?
Jairo - O híbrido tem várias funções, mas a principal é otimizar a durabilidade sem tirar totalmente o conforto. Quando o jogador usa a multifilamento e quebra muitas cordas, sugerimos o híbrido: multifilamento nas transversais + copolímero nas verticais, que são as que quebram com mais facilidade. Só pra citar como exemplo, Roger Federer usa encordoamento híbrido.
Qual a diferença entre o encordoamento feito numa máquina eletrônica e o feito numa máquina manual?
Jairo - A diferença é brutal. As manuais desregulam com muita facilidade. Se forem encordoadas duas ou três raquetes na sequência, a primeira será totalmente diferente da última. Já as eletrônicas são autoreguláveis e o encordoamento é indêntico para todas.
DSCN4292Serviço de encordoamento na Tênis ProShop
Outro detalhe muito importante é a empunhadura, que varia muito de pessoa pra pessoa. Como saber o tamanho correto?
Jairo - As boas lojas têm um medidor de mão, o que facilita bastante na hora da compra. É como calçar um tênis: é o seu pé que está lá dentro, então é você quem tem que dizer se está confortável ou não. Mesmo utilizando o medidor, é preciso empunhar a raquete e obervar um regra básica: medir a distância entre o terceiro dedo e a bochecha do dedão, que deve ser de um dedo entre eles. Esse é o tamanho correto.
Como escolher o overgrip?
Jairo - Existem dois tipos de overgrip: o que te dá mais absorção e o que te dá mais aderência. Se você transpira muito, escolha os porosos que vão absorver mais o suor. Caso contrário, prefira os de aderência.
O leather grip ainda é usado por alguns profissionais, mas é difícil de ser encontrado no mercado. Pra que ele é indicado?
Jairo - O grip de couro tem uma grande vantagem: ele marca as arestas da raquete e, assim, é mais fácil encontrar a empunhadura durante o jogo. Você troca e identifica a empunhadura muito mais rápido do que se tiver um cabo arredondado ou com as arestas pouco acentuadas.
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Antivibradores são realmente necessários? Por que alguns jogadores usam e outros não?
Jairo - É pessoal. Eu não consigo jogar sem antivibrador. Meus filhos, quando pegam minhas raquetes, a primeira coisa que fazem é tirar os antivibradores. A função deles é reduzir a quantidade de vibrações que a raquete passa pro seu braço, diminuir os ruídos, a sensibilidade. Sempre indico o antivibrador para as raquetes de alumínio, de fibra de vidro e até de fibra de carbono. Para quem compra uma raquete profissional já se pressupõe que o jogador tem ou não o hábito de usar o acessório.
Qual o tempo de vida útil das bolas de tênis? Existe muita diferença de qualidade entre as marcas fabricantes?
Jairo - Existe muita diferença entre bolas. A quantidade de lã que você tem no feltro de uma bola, muitas vezes indica a qualidade dela. Quanto mais sintética, mais rapidamente ela se desgasta. Quanto mais lã tiver, mais tempo a bola vai durar. Além do feltro, há o problema da pressurização, da construção do miolo. Alguns são feitos com grupos de borrachas A, B e C. As bolas Championship são as mais simples, duram pouco, mesmo se não forem usadas. Quando usadas, elas já ficam carecas em 3 ou 4 sets. Já uma bola de primeira linha custa mais, porém é economicamente mais viável pois absorve mais o impacto e tem maior durabilidade. 
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A maioria dos equipamentos tem excelente qualidade e por isso um custo elevado. Como otimizar ao máximo a vida útil da raquete, do grip, do calçado?
 Jairo - Todos os produtos do mercado de tênis são importados, então estamos muito ligados à cotação do dólar e aos impostos. Pra otimizar é preciso saber escolher os produtos e não comprar errado. Por isso procure um profissional da área pra te orientar. Hoje existem raquetes intermediárias com bom preço que são suficientes mesmo para jogadores avançados. Os acessórios são baratos: cordas, grips, cushion grips, antivibradores. O calçado é caro, mas é difícil otimizar porque tênis ruim prejudica muito a postura física do jogador. Pode economizar na raquete, mas não economize no tênis porque o calçado faz toda a diferença.
 No tênis todo cuidado é pouco. Quais os possíveis problemas que um jogador pode ter se não escolher os equipamentos corretos?
Jairo - A raquete deve ser adequada ao jogador, caso contrário pode gerar incômodos no ombro e no cotovelo, o chamado tennis elbow. O calçado correto é fundamental para proteger joelhos, tornozelos, lombar, cervical.
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É importante a comunicação entre professores de tênis e lojistas para que o aluno faça a compra certa e tenha um bom desempenho em quadra?
Jairo - Muitos professores orientam os alunos e isso pra nós, comerciantes, ajuda muito. Afinal é o professor quem tem a verdadeira leitura do estilo de jogo do aluno e de sua vontade de evoluir ou não. São informações importantes que evitam muitas compras erradas.
Quais as dificuldades e os desafios do mercado de tênis no Brasil? Qual a sua avaliação de uns anos pra cá?
Jairo - A gente teve um “efeito Guga” gigante, aproveitamos pouco, ficou um legado mas não tão importante como esperávamos. A sazonalidade do esporte é muito grande e isso dificulta um trabalho a médio e longo prazos. Hoje o mercado está absolutamente estável, infelizmente não cresceu e não vejo muitos incentivos pra isso. As Federações e a Confederação realizam algumas ações e isso pode ajudar o mercado no futuro. Mas, se olharmos pra trás, não vejo um aumento no número de praticantes.
Mesmo com a popularização do esporte no Brasil? Temos recebido mais torneios nos últimos anos.
Jairo - Isso tem ajudado muito, mas os números ainda são ruins. Principalmente com o fechamento das academias de tênis. Num raio de dez quilômetros de onde estamos, cerca de doze academias fecharam as portas e foram vendidas para a construção de empreendimentos imobiliários nos últimos três anos.
Tênis é um investimento que vale a pena?
Jairo - Sem dúvida. Sou praticante há quase cinquenta anos e em casa todos jogam. É um meio esportivo, social e também profissional. Muitas coisas boas acontecem numa quadra de tênis.
 
Mais informações: 
 www.tenisproshop.com.br / www.facebook.com/tenisproshop / Twitter: @JairoRaquetes 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

As 12 vantagens e benefícios da prática do tênis



  1. Proporcionar o desenvolvimento social, atividades de lazer e qualidade de vida;
  2. Possibilitar o aumento de confiança e autoestima;
  3. Contribuir para a autorealização do potencial intelectual e emocional;
  4. Promover a saúde dos jogadores, trabalhando o sistema cardiorespiratório e reduzindo os riscos de ataques cardíacos e outras doenças vasculares;
  5. Descobrir novos talentos, apoiando a participação em jogos amigáveis e torneios;
  6. Promover a ocupação saudável dos tempos livres dos jovens e adultos;
  7. Atividade física completa, porque durante a jogo ou o treino, o tenista trabalha todo o corpo e a força muscular (exige um grande esforço das pernas para se locomover, do abdómen para sustentação e dos braços, ombros e costas para os movimentos com a raquete);
  8. Possibilitar elevado gasto calórico para quem quer perder peso. Uma hora de treino pode queimar entre 200 e 500 calorias, dependendo do nível do tenista;
  9. Ajuda na prevenção da osteoporose;
  10. Auxilia no bem-estar físico e mental, diminuindo a ansiedade, o stress e a depressão;
  11. Trata-se de uma atividade bastante intensa e que exige rápidos movimentos, melhorando a coordenação motora e os reflexos de quem a pratica;
  12. Não há contra indicações, qualquer pessoa de qualquer idade pode jogar tênis, desde que respeite os seus limites.
FONTE: tenisminho.blogspot.com
 

CTSG - Etapa Recreio da Juventude

Estão abertas as inscrições para a 5ª etapa do Circuito de Tênis da Serra Gaúcha no site do departamento de tênis do Recreio da Juventude em www.rankingrj.wix.com/2014​ .

As informações sobre o torneio podem ser encontradas nesse Link.



O Recreio da Juventude é pioneiro na prática deste esporte em Caxias do Sul. O Departamento de Tênis, portanto, é um dos mais tradicionais do clube, e conta com uma estrutura física e humana privilegiada para o treinamento e formação de atletas.
O clube possui doze quadras de tênis, sendo nove quadras de saibro, uma quadra barracourt (ou rápida) e cinco quadras cobertas.



segunda-feira, 7 de julho de 2014

1º lote de ingressos para Copa Davis está à venda

Fonte: http://tenisnews.band.uol.com.br



A Confederação Brasileira de Tênis, a CBT, acaba de iniciar o processo de vendas dos ingressos para o confronto de playoffs entre Brasil e Espanha, que será realizado entre 12 e 14 de setembro no Ginásio do Ibirapuera em São Paulo. Os ingressos estarão a vendas apenas pela internet

A principio, apenas os ingressos do Anel Superior estão à venda em um pacote que inclui entradas para os três dias de disputa. O valor promocional é de R$ 250 pelos três dias e a cobrança de uma taxa de conveniência, prática comum nesse tipo de venda, de R$ 37,50.

Os ingressos serão vendidos entre 7 e 13 de julho com valor promocional de R$ 250 (mais de 50% de desconto no valor de R$ 550) e são válidos para os três dias de confronto.
Programação:12/9 - sexta-feira - 16h (de Brasília): Duas partidas de simples
13/9 - sábado - 15h (de Brasília): Uma partida de duplas
14/9 - domingo - 14h (de BrasíliaDuas partidas de simples

Clique aqui para comprar os seus ingressos.

Os ingressos avulsos para cada data serão vendidos apenas nas bilheterias do Ginásio do Ibirapuera na semana do evento e terão disponibilidade conforme a lotação do local e venda dos pacotes para todos os dias.

Os ingressos de meia entrada respeitam a legislação vigente e atende a estudantes e aposentados que comprovarem documentalmente esse direito e crianças com 12 anos ou menos não poderão assistir a competição sem estarem acompanhadas de responsáveis.

A disputa por um lugar no Grupo Mundial do maior torneio entre países do tênis masculino será muito grande. A Espanha, capitaneada pelo ex-número um do mundo Carlos Moyá, tem a promessa de vir com seus melhores jogadores. Rafael Nadal, vice-líder do ranking já confirmou sua presença caso esteja bem fisicamente. Pelo lado do Brasil, Thomaz Bellucci, o segundo melhor ranking da história do país, tenta ressurgir no circuito acompanhado de uma das melhores duplas do mundo, formada por Bruno Soares e Marcelo Melo.

terça-feira, 1 de julho de 2014

#betterer

Fonte: Tennisnow

Vídeo sobre a nova raquete do Federer...

#Betterer



Roger Federer's dark black secret is out of the bag. Wilson Tennis announced today in a press release that they will release a new Wilson Pro Staff line of racquets after collaborating with Federer for the last three years.

According to the press release:

For months Roger Federer’s stealthy, matte black racket has been the source of conjecture and debate amongst tennis fans. Wins in Dubai and Halle, along with several finals appearances amplified the buzz surrounding his new secret weapon. After three years of development and dozens of prototypes, Roger Federer and Wilson officially announced the new Wilson Pro Staff line of rackets, which they collaborated in developing.
The new Wilson Pro Staff RF 97 Autograph* delivers the precise feel Federer demands with a larger sweet spot and more power in comparison to the Wilson rackets he has used throughout his storied career. The Wilson Pro Staff line will feature rackets suited for a variety of attack-style players: from avid players to youth striving to improve their game. The Wilson Pro Staff rackets provide more power without compromising the classic feel long associated with the Pro Staff line. The final graphics package will be unveiled closer to the projected October 1, 2014 in-store date.

According to the press release, Federer’s version of the racquet has a 97-inch Sq. headsize and a weight of 300 grams (12 ounces). The biggest change from Federer’s previous Pro Staff is the headsize, which has increased from a 90-inch Sq headsize to 97, and the beam width, which has increased from 17.5 mm to 21.5.

“I grew up idolizing the legends of the game, so it was natural for me to play with Wilson Pro Staff 85-inch rackets,” said Federer. “I love the feel a smaller head provides, and larger rackets couldn’t deliver the feedback I needed to be successful. This new Wilson Pro Staff racket has been a long time coming, but I finally have the feel I need in a 97-inch head.” - See more at: http://www.tennisnow.com/Blogs/NET-POSTS/June-2014/Video-Federer%E2%80%99s-New-Racquet-Set-to-Hit-Stores-in.aspx#sthash.QtqJNizM.dpuf


domingo, 29 de junho de 2014

Spidercam: tecnologia de cinema na quadra de tênis

Fonte: http://www.tennisreport.com.br

spidercam usopenArthur Ashe Stadium - US Open (Foto: sportblic.rs)


     Qual a primeira imagem que lhe vem à cabeça quando o assunto é uma partida de tênis pela telinha? Uma câmera fixa com a quadra na posição vertical?

     Sim, ela sempre vai estar ali e é essencial para uma boa transmissão. Mas foi-se o tempo em que os telespectadores só contavam com esse tipo de imagem.

     Hoje é possível ver o jogo com mais mobilidade, por ângulos diferentes das câmeras tradicionais, graças à tecnologia da Spidercam. Aquele equipamento “esquisitinho” que mais se parece com uma aranha, mesmo!

     A Spidercam é muito mais versátil que o sistema de câmera aérea utilizada anteriormente, a Skycam, e pode atingir praticamente qualquer ponto dentro da quadra: desde a saia da Maria Sharapova se levantando com o vento (“os mino pira”) até a troca de camisa do Rafael Nadal (“as mina suspira”)!

DSCN3692 Spidercam na quadra central do Monte Carlo Country Club (Foto: Ariana Brunello)  
     A pequena câmera de fabricação alemã é presa por quatro cabos de aço bem finos, ancorados em locais estratégicos. Cada cabo conta com um guincho motorizado preso a roldanas e fixados aos postes de iluminação do estádio, com capacidade para levantar até 1,2 toneladas. A bateria tem apenas cinco horas de duração e deve ser trocada pelo menos uma vez durante um dia de transmissão.

spidercam girlsImagem exclusiva Spidercam - US Open (Foto: tennispanorama.com) 
 Ela tem estabilidade, é rápida, silenciosa, segura e só pode ser utilizada antes, nos intervalos ou depois da partida. O objetivo é capturar a movimentação dos jogadores, como se o equipamento estivesse mesmo voando pela quadra.

spidercam melze murraySpidercam na cola de Jurgen Melzer (Foto: telegraph.co.uk) 
     Mas é preciso um certo cuidado ao manusear a Spidercam. O sistema é montado em menos de um dia e monitorado por uma equipe de 3 técnicos numa sala de controle.

spidercam usopen manMontagem da Spidercam no US Open 
     A tecnologia ainda não está disponível em todos os eventos da ATP e da WTA. Por enquanto, a “super aranha” atrai os olhares do público em alguns torneios.

DSCN3849Carlos Bernardes, Rafael Nadal e Jo-Wilfried Tsonga no Masters de Monte Carlo (Foto: Ariana Brunello) 
     Além dos jogos de tênis, a câmera é bastante utilizada em outras competições ao ar livre como futebol, corrida, ciclismo e jogos de inverno, ou em ginásios fechados, estúdios, filmes, shows e concertos musicais.

     Jogadores, treinadores, telespectadores, o público em geral e até os próprios operadores. Todos se encantam com a tecnologia da Spidercam!

DSCN1121Roger Federer, Eva Asderaki e Bjorn Phau - US Open (Foto: Ariana Brunello) 
Abaixo, vídeo bacana: A equipe da ESPN americana explica como funciona o sistema. 



Curiosidades sobre o tênis.

Saiba algumas curiosidades sobre o tênis. (Fonte: http://quadratenis.com.br/curiosidades/)



     Em Richmond (1984), Vicki Nelson venceu Jean Hepner por 6/4 e 7/6 (13/11), mas o interessante foi o fato de que no tie-break foram registradas 643 trocas de bolas, resultando no ponto mais longo ja visto com 29 minutos.



     
     A maior vencedora de títulos gerais de Grand Slam é Margaret Court (AUS) , com 62 títulos; 




     Entre 1966 e 1972, Billie Jean King (EUA), ganhou pelo menos uma vez cada um dos eventos de Grand Slam;



     O jogo mais longo da historia do tênis foi protagonizado na grama de Wimbledon, o torneio inglês considerado o mais importante do mundo, pelo jogador norte americano John Isner e o francês Mahut, com 11 horas e cinco minutos de duraçao. Isner ganhou por 3 a 2 , com parciais de 6/4, 3/6, 6/7 (7-9), 7/6 (7-3) e um interminável 70/68, lembrando que em Wimbledon  não há tie break no quinto set. O norte-americano marcou 112 aces contra 103 do francês, 980 foi o número de serviços entre primeiro e segundos saques e foram utilizadas 114 bolas;



     Roger Federer é o jogador com maior número de torneios de Grand Slam, com 17 títulos.



     Martina Hingis (SUI) foi a tenista mais jovem a alcancar a posiçao número 1 do tênis,  aos 16 anos e seis meses de idade;



     Uma bola de tênis tem pelos para possibilitar aos jogadores que coloquem efeito nas bolinhas. Os pêlos, que criam resistência no ar, quando batidas com efeito pelas raquetes dos jogadores , ao invéz de seguir um curso retilíneo, ela faz uma curva. Portanto, quanto mais pêlos ou quanto mais nova e bola estiver, mais ar a bola é capaz de arrastar e portanto o efeito será maior conseqüentemente. Por isso que durante jogos é comum ver os jogadores escolhendo as bolas que irão sacar, grande parte das vezes eles estão procurando pelas bolinhas menos carecas e mais peludas;



     A mais jovem vencedora da Federação de tênis foi Anna Kournikova quando venceu a Fed Cup com 14 anos de idade, ela também conquistou o Campeonato Europeu e Italiano no Aberto de Juniores a também chegou a primeira colocação no Ranking Junior, no mesmo ano ela já se tornou jogadora profissional.


segunda-feira, 23 de junho de 2014

MEDO, ANSIEDADE E PÂNICO

Fonte: http://www.academiaemocional.com.br/

     Aproveitando o assunto do post anterior, segue matéria bem interessante sobre emoções, da Psicóloga, Coach e Palestrante, Suzy Fleury.



     Nossas emoções podem ser consideradas o “combustível” de nossas ações. “Emoção”, do latim movere, “mover”, significa a tendência para agir ou “e-movere” para afastar-se e, é expressa por sentimentos e seus pensamentos específicos. Conhecer nosso mecanismo emocional pode ser uma vantagem para quem quer mais saúde, qualidade de vida, melhoria nos relacionamentos ou produtividade profissional.

“Saúde não é ausência de doença. Saúde é quando estamos encantados com a vida!”
Nuno Cobra – Preparador Físico

     Como as notas musicais ou cores primárias, também dispomos de um conjunto de emoções básicas que combinado, é capaz de gerar centenas de outras emoções - medo, alegria, raiva, tristeza, amor, surpresa e repugnância. Nesse artigo, destacaremos o medo, uma sensação que nos coloca em estado de alerta, geralmente por nos sentir ameaçados, tanto fisicamente como psicologicamente.

O MEDO é uma emoção familiar a todos nós, que nos alerta através de um alarme interno gerado por reações químicas, descargas de hormônios do estresse (adrenalina e cortisol) capazes de causar sensações físicas como aceleração cardíaca, alteração respiratória, tremor e, nos prepara para “lutar ou fugir”. Resumidamente, a função do medo é nos alertar sobre uma possível ameaça ou perigo (real ou imaginário), por isso merece nossa atenção e respeito. O problema é que, nem sempre interpretamos corretamente o que está acontecendo, distorcemos a realidade e criamos assim, preocupações infundadas que podem nos levar aos momentos de ansiedade até o pânico.

A ANSIEDADE é um estado emocional caracterizado por agitação física e sensação de tensão, apreensão e preocupação, cuja tarefa principal é despertar para soluções positivas frente os perigos da vida, prevendo-os antes que surjam. Entretanto, as preocupações crônicas (repetidas) jamais se aproximam da solução, ao contrário, elas fazem com que os pensamentos girem em ciclos progressivos que só aumentam a intensidade da preocupação. É como se o alarme do carro disparasse e não fosse possível desligar.

     Três características distinguem a ansiedade normal da patológica – a ansiedade patológica é:

1) Irracional – percepção de ameaças que são exageradas ou inexistentes onde a ansiedade se manifesta de forma desproporcional;
2) Incontrolável – a pessoa não consegue desligar o alarme interno, mesmo quando sabe que o nível de preocupação é desproporcional;
3) Limitadora – interferindo nos relacionamentos, desempenho profissional/acadêmico ou nas atividades do cotidiano.
Resumindo, a ansiedade patológica é irracionalmente intensa, frequente, persistente e limitadora.


TRANSTORNOS DE ANSIEDADE GENERALIZADA E FLUTUANTE
Caracteriza por sintomas de ansiedade excessiva, global e persistente, preocupação com qualquer coisa. Em geral, esse tipo de ansiedade se dissipa rapidamente quando uma situação ameaçadora é solucionada. Entretanto, quando uma fonte de preocupação é removida, outra logo toma o seu lugar.

TRANSTORNOS DE PÂNICO
Caracterizam-se por sintomas de ansiedade extrema que rapidamente aumenta de intensidade e a pessoa experimenta ataques inesperados causando desconforto, sofrimento e limitações. Nesses momentos, a percepção de perigo de sensações internas (corporais) e externas (ambientais) passa a ser o centro da atenção, gerando sintomas como taquicardia, palpitações, formigamento, náusea, tontura, visão embaçada e falta de ar - por isso a hiperventilação exerce papel tão importante (aumento de ventilação respiratória quando sob estresse). Sentimentos de terror acompanham o intenso desconforto físico e a pessoa passa a pensar e acreditar que vai passar mal, perder o controle e que vai morrer. Algumas vezes, o primeiro ataque ocorre após uma experiência estressante, como uma doença, mudança de emprego ou conflito de relacionamento. Outros casos podem vir do “nada” – 40% não conseguem identificar o evento estressante que disparou o processo.

Como avaliar? Diferentes sintomas sinalizam a intensidade e gravidade da ansiedade, veja questionário a seguir:  
tabela medo

     Psicólogos podem realizar avaliações precisas, portanto, esse exercício é apenas para a tomada de consciência de grau de ansiedade atual.

     Além dos sintomas típicos de estados de ansiedade, um conjunto de questões também pode contribuir para a tomada de consciência:

1) Você recentemente ajustou, descontinuou ou modificou alguma medicação, receitada ou não por um médico?
2) Você passou por alguma experiência de doença, morte ou mudança em relacionamentos, trabalho ou situação financeira nos últimos meses?
3) Você recentemente passou por um parto, cirurgia ou apresentou mudança em seu padrão menstrual?
4) Alguém de sua família imediata ou família de origem teve sintomas parecidos como os que você está tendo agora?
5) Você recentemente começou ou descontinuou o uso de tabaco, drogas ou álcool?
6) Você tem alguma história de transtornos médicos como hipoglicemia, anormalidades cardíacas, transtornos convulsivos, etc.?
7) Você já teve esse tipo de sintoma no passado? 8) Você está atualmente usando inibidores de apetite ou drogas estimulantes, anfetaminas, cocaína, crack, etc.?

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O tratamento dos Transtornos de Pânico pode ser resumido:

1) Ensinar a reconhecer a relação entre sintomas e respostas catastróficas às sensações corporais e o ciclo que é estabelecido entre o pensar-sentir-agir-interagir.
2) Ensinar a evitar a hiperventilação quando sob estresse, por meio do treinamento da respiração.
3) Tratamento baseado na exposição imaginada.
4) Enfrentamento de como lidar com futuros episódios.
5) Encorajar a exposição a situações reais de vida.

     Em nossas Sessões e Cursos - Coaching de Excelência (Introdução, Avançado, Empresa/Executivo, Equipe e Esporte) oferecemos o Método exclusivo - 7 Elementos - como um guia para ações estratégicas e inteligentes que aumentam as possibilidades de atingir resultados e que lavam a novas aprendizagens e melhorias, criando assim, o Ciclo da Excelência.

 transtorno panico 



 

10 habilidades mentais no tênis.

Fonte: Projeto.tenisnalagoarj


terça-feira, 17 de junho de 2014

Etapa Bohrer define campeões.


Wimbledon e sua história.

Fonte: http://tenisnews.band.uol.com.br



Mais tradicional torneio de tênis do mundo, Wimbledon começa na próxima segunda e mais um capítulo será escrito. Por isso, fizemos esse especial para mostrar como foi o começo de tudo, quais são as tradições e, acredite, as inovações do 3º Grand Slam da temporada.

Wimbledon é o mais antigo torneio de tênis do mundo e começou a ser disputado em 1877, apenas com a chave de simples masculina. A chave de simples feminina e a chave de duplas masculina começaram a ser disputadas em 1884. As duplas femininas e duplas mistas foram introduzidas em 1913.

Desde a primeira edição no All England Club, a competição se caracterizava em seus primórdios pelo sistema Challenge Round. O atual campeão já entrava classificado para a final do ano seguinte. Os outros tenistas se enfrentavam em várias fases para saber quem tinha direito a enfrentar o atual detentor do troféu. O sistema, que permitia vários títulos consecutivos para o mesmo jogador, foi disputado até 1922.

Na primeira edição do torneio, o campeão foi Spencer Gore, que levou a melhor contra 21 tenistas. A primeira mulher campeã foi Maud Watson. Os maiores vencedores de simples masculino são William Renshaw, Pete Sampras e Roger Federer, todos com 7 títulos no total. Entre as mulheres, a maior vencedora é Martina Navratilova, com 9 troféus.

Além dos campeões, Wimbledon será para sempre lembrado pelo jogo mais longo da história do tênis. Em 2010, John Isner e Nicolas Mahut protagonizaram uma batalha com duração de 11h05min. A partida terminou com vitória de Isner por 3 sets a 2, com parciais de 6/4 3/6 6/7 (7) 7/6 (3) e 70/68. O jogo durou dois dias e foi interrompido quando estava 57/57 na última parcial. Curiosamente, os dois tenistas se enfrentaram na primeira rodada do ano seguinte, mas, desta vez, o americano levou a melhor em três sets.

A principal característica de Wimbledon é manter diversas tradições, a começar pelas quadras de grama. Além disso, todos os tenistas jogam de branco, sendo permitidos apenas alguns detalhes em outras cores, e todos as partidas da chave de duplas masculina são disputados em melhor de cinco sets.

Outra tradição de Wimbledon é o critério para a escolha dos cabeças de chave. Os organizadores não seguem o ranking mundial, mas usam a pontuação dos tenistas associada aos desempenho em quadras de grama nos dois anos anteriores.

Os patrocinadores de Wimbledon provêm alguma necessidade para os organizadores. O parceiro mais conhecido é a marca de equipamentos esportivos Slazenger, fornecedora das bolas. A Slazenger é a única logo que aparece no fundo das quadras e patrocina o evento desde 1902. Este é o contrato de patrocínio mais longo do esporte mundial.

Mais duas tradições interessantes de Wimbledon são os direitos de transmissão, que pertencem à BBC desde 1937. Além disso, o troféu é o mesmo desde 1887 e não há mais espaço para grafar o nome de novos campeões. Quem leva a taça não fica com sua posse definitiva, mas recebe réplica um pouco menor do que a versão original.

Diante de tantas tradições, há ainda espaço para algumas inovações, algumas delas relativamente recentes. Em 2002, houve pequenas alterações na quadra de grama, de forma a torná-la um pouco mais lenta, para permitir maior quantidade de trocas de bola. Em 2007, o desafio eletrônico foi introduzido, com o intuito de ajudar os árbitros nas marcações de bola. O teto retrátil foi construído em 2009 para diminuir atrasos provocados pelas chuvas.

Como se vê, inovações acontecem até mesmo em Wimbledon, o templo das tradições no tênis. E que, a partir de segunda-feira, a tradição de grandes jogos seja mantida no terceiro Grand Slam da temporada.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Entenda: Empunhadura ou grip.


     A empunhadura ou grip é área onde você segura a raquete. Usualmente o grip pode ser encontrado em 7 tamanhos. Há duas diferentes nomenclaturas para os tamanhos de grip, a americana que expressa o diâmetro em polegadas e a européia que nomeia os tamanhos de L0 a L6. 

    


      Utilizar o tamanho certo para você é de extrema importância para melhorar o seu desempenho de jogo e também evitar lesões. Com o tamanho certo de grip, você possui o máximo de aderência à raquete, o que exige menos força na mão para manter controle. Se o grip for grande demais, não será possível o posicionamento correto da mão levando a perda de aderência e de controle. Com o grip muito pequeno o jogador terá também menos aderência e tenderá a compensar isso exercendo mais força. O uso prolongado de grips maiores, e principalmente menores do que o ideal, podem causar lesões nas mãos, pulsos e cotovelos.

      Como encontrar o tamanho ideal de grip?

     Há dois métodos usuais para medir o tamanho de grip para você. O primeiro consiste em empunhar uma raquete e com a outra mão posicionar seu dedo indicador entre a ponta dos dedos e a palma da mão que esta segurando a raquete. Seu dedo deve caber justo neste espaço. Se sobrar um vão, o grip está grande demais, se o dedo não couber o grip está pequeno demais.

     Caso você não disponha de raquetes com diversos tamanhos de grip ou deseje obter maior precisão em sua medida, você pode utilizar o segundo método. Esse consiste em medir a distância entre a linha do meio da palma de sua mão até a ponta de seu dedo anelar. Vale lembrar que se você tiver em dúvida ou tiver que adivinhar o tamanho, é melhor estimar por cima, já que o risco de lesões é muito mais alto quando se utiliza um grip menor do que o ideal do que quando se utiliza um maior.
Caso você determine que o tamanho esteja no meio de duas empunhaduras disponíveis, adquira o grip menor, pois diminuir o tamanho da empunhadura é, na maioria das vezes, impossível, já aumentar é muito mais simples. Você pode aumentar o tamanho do grip em 1/16 de polegada com um overgrip ou em 1/8 de polegada utilizando uma manga.


     Muitos nem sabem que tipo empunhadura (ou grip) usam para bater na bola. Saber se você utiliza Continental, Eastern ou Western pode mesmo parecer que não faz muita diferença, pois o que importa é a eficiência da sua batida, não? Mas, acredite, a maneira como você segura a raquete na hora de golpear a bola costuma ser determinante no padrão de jogo e nas opções que você possui em quadra.

    As empunhaduras influenciam e até determinam padrões de jogo. Não importa qual grip que você usa, sempre encontrará um grande ídolo que segura exatamente igual a você. Porém, é importante saber alguns detalhes que podem ajudá-lo a compreender aspectos do seu jogo, a tirar melhor proveito de seus golpes, ou até identificar a necessidades de novos ajustes para aumentar sua eficiência em situações especificas.

    Saiba que a maneira que você segura a raquete influencia em grande parte no resultado da sua batida. Assim, quanto mais o tempo passa, mais primitiva fica a ideia de um grip universal, que sirva para todos os golpes e todas as situações. Mais se assimila a ideia de que não importa qual o seu grip, você precisa aceitar que diferentes golpes, superfícies e situações vão exigir pequenas variações na sua empunhadura original.

    O ovo ou a galinha?

    Sabe-se que todos os jogadores sofrem mudanças em sua técnica, em seu estilo e nas características do seu jogo de iniciante, pois são influenciados de diversas maneiras - que vão desde o seu temperamento à escolha do seu piso predileto. Sendo assim, é difícil dizer se a empunhadura final de um jogador ocorre em função do seu estilo ou o seu estilo ocorre em função da sua empunhadura.
Certo é que, na maioria dos casos, as empunhaduras que são ensinadas ou que os jogadores adotam em sua iniciação, acabam por influenciar diretamente em seu padrão de jogo e, consequentemente, no resultado final entre qualidades e deficiências.

    Se você comparar grandes jogadores que possuem estilos parecidos de jogo - regulares, agressivos, voleadores ou "all court players" -, vai encontrar muitas semelhanças em suas empunhaduras também. Compare, por exemplo, três grandes campeões: Pete Sampras, Stefan Edberg e SteffiGraf. Todos voleavam magnificamente. Porém, pareciam aceitar um notável desconforto em seus golpes de fundo - em especial no forehand -, mas, por outro lado, desferiam golpes rasantes e precisos que atendiam ao seu maior objetivo: aproximar-se da rede para definir os pontos. É aí que a causa maior de desconforto deles nos golpes de fundo de quadra (suas empunhaduras), oferecia-lhes mais facilidade, precisão e eficiência em seus voleios.

    Baseados em comparações e estatísticas, indicaremos aqui características, pontos fortes e fracos dos jogadores que usam diferentes empunhaduras. Se você quer entender qual é a melhor empunhadura para o seu estilo, ou quantos grips diferentes você precisa utilizar para ter um bom arsenal de golpes, fique atento. Entenda a diferença entre as empunhaduras e tire mais proveito do seu jogo.
Lembramos que os exemplos citados a seguir são apenas ilustrativos. Tenistas profissionais de alto nível costumam fazer adaptações em seus grips dependendo das situações de jogo e/ou piso sobre o qual estão atuando.

Pete Sampras, um bom exemplo do uso da Continental: seu desconforto para bater os forehands de fundo era compensado com muita habilidade na rede.  

Continental
A Continental é a mais neutra de todas as empunhaduras. Segundo historiadores, o nome (Continental) vem do fato de ela ter sido originada na Europa (então o continente). Era a mais usada nos anos dourados do tênis e até a década de 1960. Mas, ao contrário do que se pensa, ela não está extinta nas grandes escolas do mundo, mesmo quando se trata de jogar no fundo de quadra.
Seus adeptos preferem as bolas mais baixas, entre a altura dos joelhos e da cintura. Suas batidas são mais planas que os outros grips. Até pelo desconforto para golpear as bolas altas, eles batem muitas vezes na subida e usam bastante os slices. Para os saques chapados e slices, overheads (smashes) e voleios é a mais indicada.

Eastern
Muito mais regular para os drives por produzir golpes com mais topspin do que a Continental. Ela é muito usada por jogadores de quadras rápidas - em que as bolas quicam mais baixo -, pois seu ponto de contato ideal fica entre a altura da cintura e o ombro. Também é usada no fundo de quadra mesmo por bons voleadores devido à sua proximidade da Continental (a melhor empunhadura para voleios), pois assim eles podem realizar as mudanças com facilidade e a adaptação é perfeita.
Com ela, consegue-se um ótimo ajuste também para golpes mais chapados, favorecendo muito um estilo agressivo. É usada para se ensinar iniciantes a sacar, volear e nos smashes. Ela pode ser usada nestes casos até o jogador ter nível intermediário. O nome (Eastern) também seria em decorrência do seu surgimento, na Costa Leste dos Estados Unidos.
Roger Federer possui empunhadura muito próxima da Eastern, o que lhe possibilita golpear bolas mais chapadas e se ajustar facilmente para os voleios. 
Semi-Western Considerada por muitos a empunhadura moderna, produz golpes ainda mais firmes que a Western, com praticamente a mesma regularidade. Um pouco menos "virada", ela tem melhor resultado em batidas definidoras - winners. Além de aumentar sua adaptação tanto para as quadras de saibro quanto as rápidas.
Não tão "virada" quando à Western, a semi-Western dos golpes de fundo de Andy Roddick faz com que suas batidas tenham firmeza e regularidade

Western
Empunhadura que permite golpear com eficiência bolas mais altas, na altura dos ombros e, por este motivo, é muito usada por jogadores de quadras de saibro. Este grip produz batidas com ótimo topspin, permitindo um jogo de fundo de quadra muito firme e regular. Seu ponto de contato é bem à frente do corpo, ideal para bater bolas rápidas como devoluções de saque. Muito boa também para se conseguir ótima angulação e variação de altura.
A denominação (Western) diz-se ter surgido por este grip ter sido originado na Costa Oeste norte-americana, mais especificamente com a escola californiana.
O grip Western de Rafael Nadal ajuda-o a criar o seu poderoso topspin de fundo de quadra e além dar-lhe suporte para os contra-golpes 
Western Extrema
O principal fator de surgimento desta empunhadura tão radical foi, sem dúvida, a iniciação mais precoce no tênis, pois ela permite que se golpeie mais facilmente bolas acima dos ombros - altura mais comum que os jovens tenistas são obrigados a bater. É o quique alto da bolinha que faz com que as crianças busquem esta alternativa na hora de golpear.
Assim, este grip acaba sendo muito usado, apesar das dificuldades que gera - especialmente quando se joga em alto nível - com as bolas baixas. O giro excessivo da bolinha faz com que os tenistas que utilizam esta empunhadura se transformem em jogadores extremamente regulares, mas, geralmente, sem poder de definição. A distância deste grip para os ideais para os voleios reduz drasticamente a quantidade de bons voleadores.
fotos: Ron C. Angle/TPL e Ella Ling/RCA Production
Novak Djokovic, muitas vezes, apela para a Western extrema em seu forehand, para manter a regularidade. Com seu talento, contudo, ele consegue definir as jogadas