segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Usar quase sempre a mesma bola ou variar ?

Fonte: http://tenis-portugal.com  (texto editado)


     Bolas mais duras, mais moles, de várias ou menos marcas. No que toca ao “objeto” que é protagonista de todos e quaisquer encontros de ténis, as opiniões dividem-se. Lá por fora, ainda durante o ATP 500 de Roterdão, Alexander Zverev e Dominic Thiem elogiaram as bolas utilizadas (marca Tecnifibre) no torneio holandês e defenderam uma utilização mais regular de um estilo/marca de bola, mas nem todos os jogadores estão de acordo.

     Ao mesmo tempo que o jovem prodígio alemão fazia um elogio às bolas Tecnifibre e criticava as HEAD que são utilizadas noutras provas e diz serem “como pedras” devido ao excesso de peso que reúnem, Steve Johnson dizia, em Memphis, que as RS Black Edition — as bolas produzidas pelo já retirado Robin Soderling — são “as piores bolas com que já joguei”. A troca frequente de bolas de torneio para torneio é propícia a lesões, dizem uns, mas Marin Cilic e Tomas Berdych discordam. Nas palavras do checo, “isso é estar à procura de desculpas de criança”.

     No seguimento das declarações de vários jogadores um pouco por todo o mundo, o Ténis Portugal foi à procura de respostas junto de alguns dos principais intervenientes portugueses. Gastão Elias, Frederico Gil, Rui Machado, Pedro Sousa, Frederico Silva e Frederico Marques deram as suas opiniões e há um ponto em que não há espaço para dúvidas: todos concordam que o número de bolas utilizadas no circuito ao longo do ano devia ser inferior ao atual.

Gastão Elias, 86.º ATP, diz que “jogar-se com as mesmas bolas faz todo o sentido. Em termos de preparação para os torneios seria melhor [que as bolas não mudassem com tanta frequência]e a adaptação seria mais fácil. Existirem bolas diferentes para tipos de piso diferentes faz sentido, mas mudarem as bolas em praticamente todos os torneios acho errado. Se falarmos do circuito Challenger, a realidade é muito pior: há torneios em que a qualidade das bolas é inadmissível e a ATP parece fazer pouco para mudar isso.” Para o número 2 nacional, uma redução de bolas imposta pela ATP “seria uma mudança que gostaria de ver acontecer no circuito.”
Observações à qualidade das bolas utilizadas nos torneios de categoria inferior fez também Frederico Gil, que lembrou que “nos torneios Future a troca de bolas só acontece aos 11 e aos 13 jogos, enquanto nos ATP é aos 7 e aos 9, portanto não só as bolas são piores do que nos torneios ATP como são trocadas muito mais vezes, o que faz com que o jogo seja mais lento e equilibrado. Quem é melhor jogador habitualmente consegue fazer mais efeitos com a bola, mas nestes eventos como elas muitas vezes não correspondem ao que se espera delas os jogadores mais fracos acabam por conseguir nivelar mais o nível.”
O tenista sintrense referiu ainda que por vezes “é difícil adaptarmo-nos de uma bola muito rija a uma mais “soft”, com menos pressão, de uma semana para a outra. A qualidade do pêlo das bolas também faz muita diferença no agarrar das cordas; umas ficam mais abertas e mais lentas, outras perdem o pêlo e por isso ficam mais rápidas, o que faz com que escorreguem mais nas cordas e tudo isto influencia imenso o jogo. Na minha opinião, deviam ser mais parecidas ao longo dos torneios, porque às vezes as diferenças notam-se muito e só a ATP é que consegue controlar isso no sentido de impôr limites em termos de pressão da bola e das características do pêlo.”
Nas palavras de Rui Machado, que em junho terminou a carreira de tenista e exerce agora funções de Diretor Técnico Nacional de ténis, estando responsável pelo Centro de Alto Rendimento, no Jamor, “tentar que se utilize um número mais reduzido de bolas no circuito, pelo menos no nível mais alto, era o ideal, sobretudo porque ajudaria a que os jogadores não tivessem de se adaptar a tantas condições tão diferentes. O clima e o piso já me parecem adaptações suficientes a fazer, mas como ponto mais importante refiro o facto das adaptações às bolas e ao piso serem normalmente aquelas que provocam mais lesões, porque normalmente os atletas lesionam-se ou por acumulação de esforço ou pelas novas condições a que o corpo não está habituado.”
Ao Ténis Portugal, o ex-número 1 nacional disse ainda que “em Portugal temos a preocupação de preparar os torneios com a bola com que os jogadores vão competir, porque a velocidade, o peso e as características das bolas são diferentes e quanto mais os jogadorwes se conseguirem adaptar, melhor.”
Tal como os compatriotas, Pedro Sousa também procura sempre treinar com a bola com que vai competir ou, se não for possível, com uma bola semelhante e fala num conjunto de “alguns cuidados a ter ao nível dos pulsos e dos cotovelos” nos momentos de adaptação a bolas diferentes, porque “por mais pequenas que sejam as mudanças há sempre algum ajuste a fazer que pode ser prejudicial.” Nas palavras do lisboeta, “há bolas que depois de algum uso tendem a ficar maiores e mais pesadas e isso torna o jogo muito mais lento e exigente fisicamente”, defendendo que “não só pelo jogo em si mas pelo bem estar físico dos atletas e para se pouparem algumas lesões” se deveria apostar numa troca de bolas menos frequente.
Frederico Silva, que tem alternado entre torneios Future e Challenger, revela que “por vezes não é fácil conseguir treinar com as bolas dos torneios, mas por norma vamos com alguns dias de antecedência para nos habituarmos quer às bolas, quer aos campos” e que “em torneios Challenger não tenho sentido grandes dificuldades em adaptar-me às bolas, mas em alguns Futures não são iguais e torna-se mais difícil.” O tenista caldense também concorda que “as características das bolas deveriam ser mais idênticas em todos os torneios. Sei que os torneios têm os seus patrocinadores e não é fácil terem as mesmas bolas, mas parece-me um aspeto em que a ATP e a ITF podiam tentar melhorar.”
Frederico Marques, o treinador que acompanha João Sousa pelo circuito fora, conta que “quando realizados a preparação dos torneios em Barcelona essa preparação já é feita com as bolas que vamos encontrar no torneio. Em Barcelona tenho um armário com todas as bolas do circuito, desde Head, Tecnifibre, Wilson, Dunlop, Srixon, entre outras. A bola é importante, mas não é tudo. O conjunto bola, superfície, humidade, calor e altitude é que pode ajudar ou prejudicar de alguma forma o atleta pelo seu estilo de jogo.”
O treinador do número 1 português afirma que “a meu ver são demasiados tipos de bolas, podia ser mais reduzido. Talvez uma votação entre jogadores para ver qual é a bola mais desejada pudesse ajudar? Não será fácil agradar a todos, mas se mais de metade dos jogadores estiver de acordo já é um avanço. Muitas vezes isso não acontece e poucos jogadores estão contentes com a bola durante a semana. Quem está contente é a organização do torneio porque tem um patrocinador. Além disso, existem torneios em que a bola tem carisma, como é o caso de Wimbledon… Os membros da ATP ouvem bastante os jogadores e está em constante evolução. Preocupa- se com os jogadores mas também com o espectáculo, por isso acredito que nos próximos anos poderemos ter novidades.”
Para Frederico Marques, há no entanto um aspeto mais “preocupante” e difícil de controlar: “Para um treinador é mais fácil controlar a situação das bolas do que chegar a um torneio e ter três tipos de velocidades de campo, como é o caso do Australian Open. Jogar no campo 7 ou no campo 13 são torneios totalmente diferentes em termos de velocidade. Visto que apenas somos informados do campo em que vamos competir horas antes do encontro… Isso sim, é mais preocupante.”

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

2. Etapa CTSG - Farroupilha

Inscrições Abertas para o 9ª Hermelu de Tênis Farroupilha GCC.

Nos dias 10,11 e 12 de Março jogam as categorias: Senior 35A, 2ª Classe SM, 4ª Classe SM, 2ª Classe FEM, Senior 55 e Classes Infantis

Nos dias 17,18 e 19 de Março jogam as categorias: 1ª Classe SM, Senior 35B, 3ª Classe, 1ª Classe SF e Senior 45

Link para inscrição

Premiação para os finalistas, bola oficial: Wilson.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Melhor ponto do AO2017 pelo mundo


     Incríveis narrações pelo mundo do ponto mais importante do Australian Open 2017

video

Fonte: Facebook - Bola Amarela

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Ex nr. 56, Marcos Daniel em Caxias, no Banana Bowl



Caxias do Sul/RS – O ex-tenista profissional Marcos Daniel, gaúcho de Passo Fundo, que chegou a ser o número 56 do ranking mundial em 2009, com nada menos que 14 torneios challengers conquistados, está vendo de perto mais uma edição do Banana Bowl, desta vez em uma nova função. Ele acompanha seu filho, Davi, que disputa pela primeira vez o torneio, na categoria 10 anos. “É uma novidade para ambos. Joguei meu primeiro torneio na categoria 14 anos. Ele, com 9, já está na quadra. Desde cedo sentindo o gosto da competição”, afirma.

Porém, Marcos Daniel não quer colocar pressão em cima do filho. “Quero que ele aproveite bastante esta fase. Tem que curtir, se divertir, ter prazer de entrar em quadra. Ajudo um pouco nos treinos. Se depois for algo mais sério podemos ver o que vai acontecer. Mas vamos deixar isto para o futuro”, comenta. Davi Daniel ganhou suas duas partidas iniciais e neste sábado joga as semifinais. Sobre a realização do Banana Bowl pela primeira vez no Rio Grande do Sul, Marcos Daniel disse estar satisfeito com o que viu. “O Estado, principalmente Caxias do Sul, tem muita tradição no esporte. O clube conta com uma estrutura fantástica, impecável. É um orgulho para nós, gaúchos. Estou achando um excelente trabalho de todos da organização”, elogiou.

O Banana Bowl é o mais tradicional torneio da América do Sul. Em Caxias do Sul são realizadas as categorias dos 8 aos 16 anos. Os 18 anos acontece na Sociedade Recreativa Mampituba, em Criciúma. O evento tem a realização da Federação Gaúcha de Tênis e do Recreio da Juventude, com patrocínio de CBT Correios, Unimed Nordeste-RS, Bitcom e Perfil Imóveis. O apoio é de Rivatti Móveis, Roal Indústria Metalúrgica, Pedrinho Sports e Serra Cargo - Logística Inteligente. A supervisão é da ITF, Cosat, CBT e FGT. A bola oficial é a Tretorn e a hospedagem oficial é do hotel Personal Royal. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.bananabowl.com.br . Nas mídias sociais, curta Facebook.com/bananabowl e siga Twitter.com/bananabowl.

Em 10/02/2017
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Merci, Guga (Revista Tênis de 2008)

ROLAND GARROS 2008 NEM COMEÇOU, o qualifying ainda está nas primeiras rodadas. De repente, ao passar pela entrada da Philippe Chatrier ouve-se um grunhido abafado, mas familiar. As poucas pessoas que se aventuram pelo torneio nestes dias resolvem observar quem está na quadra central do complexo. Logo um pequeno público assiste ao último treino de Gustavo Kuerten no local que o consagrou anos antes.

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Fotos: Arnaldo Grizzo

Guga está sorridente, como sempre. Entrar naquela quadra não é novidade para ele. Bater bola então, nem se fale. Para quem já passou por tanta coisa lá dentro, ele tira isso de letra. Um alongamento rápido e Larri Passos está soltando bolas para o pupilo. O "cavalo", como o técnico gosta de se referir a Guga, solta algumas pancadas. Alguns amigos aparecem, fazem brincadeiras e vão embora. O treino é leve. O catarinense, acompanhado da mãe, Alice, e irmão, Rafael, chegou há pouco à Paris. Terminada a sessão, começa uma de autógrafos e entrevistas ali mesmo. As palavras se misturam com os sorrisos. A quadra central o veria mais uma última vez, porém, certamente, lotada. O adversário perfeito para a despedida? Nadal. "A gente nunca se enfrentou e acho que seria bem interessante jogar contra ele. Seria um duelo de tricampeões de Roland Garros e também um duelo de gerações", arriscou Guga.

Dias depois, a tarefa hercúlea de encarar o espanhol ficaria para um brasileiro, mas não Kuerten. O catarinense enfrentaria o francês Paul Henri Mathieu, 18º cabeça-de-chave, logo no domingo e, obviamente, na Philippe Chatrier. Mas, enquanto a derradeira partida não chegava, Guga era homenageado na imprensa internacional com inúmeros perfis. Mas, o brasileiro não é unanimidade e o L'Equipe, principal diário esportivo francês, fez uma crítica ferrenha quanto à sua participação no torneio. "Patético" e "fora de propósito" foram as expressões usadas.

RESPOSTA EM QUADRA

No domingo, 25 de maio, um batalhão de brasileiros surgiu em Roland Garros. O verde e amarelo das bandeiras pipocava pelos cantos e, quando não, surgiam os que preferiam vestir a camisa de seu clube. Uma parte da torcida do Avaí, time de Guga, e do Figueirense estava presente. Rivalidades estaduais à parte, o que a galera queria era curtir os últimos momentos do ídolo.

Precisamente às 14h45, Kuerten entrava em quadra. "Quando entrei para o meu jogo, estava a galera toda no vestiário batendo palma, desde os caras top até os jogadores do quali, fiquei emocionado para caramba", revelou o catarinense. Já pisando no saibro da Philippe Chatrier, ele - com um uniforme similar ao usado em 1997 - também ouviu uma primeira ovação ao anunciarem seu nome. Mathieu entrou em seguida e também recebeu algum incentivo de seus compatriotas.

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A partida começa e Guga não faz feio como os mais pessimistas previam. Longe disso, conseguiu boas jogadas, com saques potentes, direitas dominadoras, belas esquerdas na paralela, drop-shots desconcertantes, enfim, todo o arsenal que ele nunca deixou de possuir. No entanto, isso não é suficiente para que ele vença ou ameace realmente o francês, pois a dor o limita demais. Mesmo assim, a torcida, que contava com todo o staff de Kuerten, família e até o presidente da CBT, gritou insistentemente o nome dele. Era "Gugá", para cá. "Allez, Gugá", para lá. Quando não um mais entusiasmado e otimista: "Acredita Guga. você é melhor que ele".

Ella Ling/RCA Productions


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De outro lado, ouviam-se também alguns tímidos "Allez, Paulo" de crianças que provavelmente não viram as vitórias do brasileiro ali e não entendiam a importância exata daquele jogo. Na virada de 5/2 no terceiro set, a torcida não se conteve mais. O nome de Guga ecoou alto e logo uma ola infindável tomou conta do estádio. O público queria prorrogar os últimos instantes do ídolo. "(Naquele momento) Se pudesse gritar 'Guga', gritaria. Ele é um jogador extraordinário, uma lenda do tênis. Ele ganhou Roland Garros por três vezes. Fez história. É fabuloso", revelou Mathieu após a partida.

TROFÉU

Finalizado o jogo - após uma deixadinha na rede, que em outras épocas seria vencedora -, Guga sorriu, como em uma vitória. Sentou na cadeira, colocou a toalha na cabeça e deixou a emoção fluir, como ao superar uma dura batalha. Logo, o presidente da federação francesa de tênis, Christian Bîmes presenteou o brasileiro com um troféu - com todas as camadas de uma quadra de saibro -, como ao vencedor de um título. Em seguida, como de praxe para todos os campeões, Kuerten tomou o microfone e fez um discurso.

Em um francês incompreensível - mas valeu pela tentativa -, Guga agradeceu. Agradeceu a França, Paris e, em especial, aquele torneio que o consagrou. As poucas palavras decifradas diziam: "Roland Garros é minha paixão, meu amor, minha vida". Os aplausos seguiram sua derradeira saída da quadra central.

Ella Ling/RCA Productions

Na coletiva, novos sorrisos. Foi tudo como ele planejou? "Acho que saiu de acordo com o que a gente estava buscando. Só a gente sabe o quanto foi intenso o dia-a-dia e acho que a recompensa veio muito maior. Hoje fiz de tudo na quadra e era essa sensação que estava buscando. Ter novamente esse feeling dentro de Roland Garros, isso vai continuar me dando um sentimento de conquista, de vitória", afirmou um Guga que, mesmo na despedida, fazia questão de ser competitivo. "Se eu tivesse um pouco mais de condições físicas, ia estar aí nas cabeças. E hoje essa resposta está mais clara do que nunca", animou-se. Um desejo: "Jogar mais um game para eu ganhar o último ponto", riu.

Como Kuerten quer ser lembrado? "Não me preocupo tanto assim com isso, mas acho que as pessoas vão lembrar muito mais de uma coisa que eu nunca fiz questão de mostrar, mas ficava muito explicito, que é a vontade, o prazer, o que significava para mim o tênis. Acho que isso acabou contagiando as pessoas, ficou marcado. Dessa forma consegui inspirar bastante gente. No Brasil, não tenho dúvida de que inúmeras pessoas se influenciaram pela maneira que eu jogo, mas também pela maneira que eu encarava o jogo", contou.

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No entanto, apesar da modéstia, Guga sabe que será lembrado como o garoto que revolucionou o tênis no saibro. Quando a lentidão da terra barrava os tenistas clássicos de saque-e-voleio e consagrava os que dominavam o pesado topspin de fundo e devolviam sempre uma bola a mais, um magricela brasileiro ousou dominar os pontos com seu forehand e destruir qualquer resistência com seu backhand paralelo, buscando winners ao invés de esperar pelo erro do adversário.

Arnaldo Grizzo

Seus golpes poderosos, aliados a saques devastadores e deixadinhas inusitadas, mudaram a maneira de jogar na terra batida e deixaram tenistas como Thomas Muster, Sergi Bruguera, Alex Corretja, Juan Carlos Ferrero, entre outros especialistas no saibro, aturdidos em quadra.

No fim da coletiva, Larri surgiu e, com lágrimas nos olhos, presenteou seu pupilo com um pouco do saibro da Philippe Chatrier. "Essa é a terra onde ele ganhou os três títulos", pranteou o treinador. Qual a melhor memória de Roland Garros? Para Guga, e provavelmente para a maioria dos que presenciaram, a quadra central ficará marcada eternamente com o coração por ele desenhado.

ELOGIOS

Guga emocionou e outro tricampeão de Roland Garros, o sueco Mats Wilander, escreveu, no mesmo jornal que tinha publicado as mais duras críticas ao brasileiro, um texto em sua homenagem: "Guga em Roland Garros é um monumento. Diria que ao lado de Yannick Noah é o mais querido jogador do torneio. Ao ver Guga na central, ao observar sua paralela de esquerda, tive a dimensão da magia de seu jogo e como revolucionou o esporte com a sua maneira de jogar no saibro. Percebi que todos estavam emocionados, pois sabiam o que estava sendo perdido".

Alguns dos principais tenistas da atualidade também homenagearam Kuerten. "Ele está sempre sorrindo, sempre positivo e é uma pessoa fantástica. Ele deixou a melhor impressão possível em mim. Nas duas vezes em que treinei com ele, fui bem nos torneios. Acho que ele é meu talismã. Sempre foi um prazer vê-lo jogar no saibro e todos sentirão sua falta", contou Novak Djokovic.

Arnaldo Grizzo

"Ele sempre será lembrado como um excelente tenista, número um do mundo e tricampeão de Roland Garros. Foi um prazer assisti-lo na televisão quando estava crescendo, além de eventualmente treinar com ele e estar no mesmo vestiário", disse Rafael Nadal. E não podia faltar Roger Federer: "Sou um grande fã de Guga. Ele é uma das grandes personalidades que você não quer ver se aposentando, como Pat Rafter. Tem sido triste vê-lo sofrer com as contusões, mas apreciamos alguns grandes jogos e estou certo que nossos caminhos vão se cruzar novamente".

Dias depois, Kuerten ainda jogou uma dupla, ao lado de Sebastian Grosjean. A platéia lotou a pequena quadra três. Em Paris, por fim, o catarinense promoveu uma badalada festa para os amigos, em uma famosa discoteca, vIP Room, na charmosa avenida ChampsÉlysées, a poucos metros do Arco do Triunfo. Em outros tempos, Napoleão teria mandado gravar o nome de Guga no monumento.

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Ano a ano


10 de setembro - nasce Gustavo Kuerten, em Florianópolis, Santa Catarina, segundo filho de Aldo e Alice.

arquivo pessoal


Guga começa a jogar tênis no clube Astel (posteriormente também no Lagoa Iate Clube) de Florianópolis. Tempos depois ingressa na equipe de treinamento de Carlos Alves.


24 de maio - Morre Aldo Kuerten, aos 41 anos, vítima de um ataque cardíaco enquanto arbitrava uma partida juvenil em Curitiba.


Com 14 anos, Guga inicia trabalho com Larri Parros, que se tornaria seu treinador pelos próximos 15 anos. O menino vence nove torneios no ano.


18 de janeiro - Campeão da etapa da Colômbia no Cosat
1º de março - vice do Cosat do Uruguai.
10 de abril - Primeiro torneio profissional. Como convidado, disputa torneio profissional pela primeira vez. Fura o quali do satélite de Mendoza (ARG), mas cai na estréia diante de Gustavo Diaz (ARG) por 2/6, 6/1 e 7/5.
26 de abril A primeira vitória profissional. Entra como lucky loser em satélite argentino e vence Jose Rafael Godoy (ARG), por duplo 6/4. Perde na seqüência.
17 de maio - Primeira aparição no ranking profissional em 847º lugar.
31 de maio - volta aos torneios juvenis. Embalado após vencer o Astrid Bowl, na Gira Européia, cai nas quartas-de-final de Roland Garros juvenil.
12 de julho - Primeira participação em Challenger. De volta ao Brasil, ganha wild card para o challenger de Campinas e perde por 6/3 e 6/1 de Roberto Jabali.
17 de agosto - Disputa três etapas satélites em Parana, Argentina, e chega à semifinal na primeira e na última.
29 de novembro - volta aos torneios juvenis. É semifinalista na Yucatan Cup, no México, semifinalista no Eddie Herr, e perde nas oitavas-de-final do Orange Bowl.


Começa o ano em 670º na ATP e 8º de simples e 5º em duplas como juvenil.
10 de janeiro - vence etapa venezuelana do Cosat e depois segue para a disputa de satélites em Portugal e no México.
2 de maio Primeiro título profissional em duplas. Gustavo Kuerten é campeão de satélite português em Cascais, com australiano Glen Eaton.
9 de maio - Primeiro título profissional em simples.
Ainda em Cascais, Portugal, venceu os cinco jogos sem perder set.
29 de maio - Guga e Lapentti são campeões juvenis de duplas em Roland Garros. Um mês depois, também chegam à semi de Wimbledon.
25 de julho - Segundo título. Desta vez satélite colombiano, em Bogotá.
5 de setembro - Primeira vitória em Challenger. Em Natal, vence Alexandre Hocevar por 4/6, 7/6 e 6/3, mas perde em seguida para Jaime Oncins.
3 de outubro - Guga vence a Copa Gerdau, em Porto Alegre, em simples e duplas.
18 de dezembro - Como juvenil, fica com o vice de simples (perde para Lapentti) e duplas do Orange Bowl, nos Estados Unidos. Guga foi número 3 do ranking juvenil da ITF em simples e 2 em duplas no ano.


Guga começa sua primeira temporada profissional no 374º lugar do ranking da ATP. Ele terminou a carreira juvenil em sexto no ranking de simples da ITF e quarto em duplas.
3 de junho - Sem grandes resultados nos primeiros cinco meses, Guga passa o qualifying do Challenger de Medelín, Colômbia, e chega à final pela primeira vez na carreira, mas é derrotado por Jerome Golmard (FRA).
9 de outubro - Com duas quartas-de-final e duas semifinais em Challengers, Guga alcança o top 200 pela primeira vez, na 192º posição.


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Em seu segundo ano profissional, ele começa como 190º colocado na ATP.
5 de abril - Após tentativas frustradas de passar o quali de torneios ATP, Guga faz sua estréia na Copa Davis, em Santos, no confronto diante da venezuela. vence os dois primeiros jogos defendendo o Brasil, contra Nicolas Pereira e Jimy Szymanski.
29 de abril - Primeira vitória em ATP.
Após ser vice no Challenger de Praga, República Tcheca, passa o quali do ATP na mesma cidade e vence Andrei Chesnokov (RUS), por 3/6, 7/5 e 7/5. Perde em seguida para Javier Sanchez (ESP).
27 de maio - Joga a chave principal de Roland Garros pela primeira vez. Guga passa o quali. Na estréia, pega o sul-africano Wayne Ferreira, número 11 do mundo na época, e perde por 6/4, 7/5 e 7/6(4).
26 de agosto - Primeira vez no top 100. Após boas campanhas em Challengers e alguns ATPs, Guga aparece em 93º lugar.
20 de setembro - Ajuda o Brasil a derrotar a áustria pela Copa Davis, com uma vitória épica sobre Markus Hpifl, 4/6, 3/6, 7/6(0), 7/6(5) e 6/1. Ao lado de Oncins, ele vencia as duplas contra Thomas Muster e Udo Plamberger, quando Muster resolveu abandonar o confronto. O Brasil voltava ao Grupo Mundial.
4 de novembro - Primeiro título ATP (duplas). Com Fernando Meligeni, ele vence o torneio de Santiago, Chile.
11 de novembro - Primeiro título de Challenger (em Campinas).


Guga começa a temporada em 87º lugar.
7 de fevereiro - Em Ribeirão Preto, Guga não evita a derrota na estréia do Grupo Mundial da Davis para os Estados Unidos. Perde para Malivai Washington e Jim Courier.
20 de março - Fecha a participação na temporada de quadras rápidas norte-americanas com as oitavas no Masters Series de Miami e Indian Wells.
05 de maio - Guga vai mal na temporada de saibro européia, com apenas duas vitórias em cinco torneios.
12 de maio - volta ao Brasil e vence o Challenger de Curitiba, último torneio antes de Roland Garros.
8 de junho - Primeiro título Roland Garros.

Arquivo pessoal


Na 66ª posição no ranking, Guga surpreende três ex-campeões do Grand Slam francês (Muster na 3ª rodada, Kafelinkov nas quartas e Bruguera na final) e se torna o primeiro brasileiro a vencer um Grand Slam desde Maria Ester Bueno, em 1966.
9 de junho - Depois do título, aparece na 15º posição do ranking. Na mesma semana, fica com o vice no ATP de Bologna.
4 de agosto - Primeira vez no top 10.
Após fazer final no Masters Series de Montreal, Guga aparece na 10º posição. Na semana seguinte, faz quartas no Masters Series de Cincinnati.
23 de setembro - Disputa a extinta Grand Slam Cup (com os 16 tenistas de melhor resultados nos Grand Slams do ano) e abandona na estréia contra o tcheco Petr Korda. Antes havia ajudado o Brasil vencer a Nova Zelândia pela repescagem da Davis.


Começa o ano de 1998 em 14º no ranking.
16 de fevereiro - Depois de um começo de ano ruim, é semifinalista no torneio de Memphis. Um mês depois vai às quartas do Masters Series de Miami.
3 de abril - Guga volta a defender o Brasil na Davis. Em casa, os brasileiros abrem 2 a 1, mas Kuerten perde para Corretja no quarto jogo e Meligeni para Moyá no quinto. Brasil na repescagem novamente.
11 de maio - Na temporada de saibro, faz oitavas em Monte Carlo, quartas em Hamburgo e semi em Roma.
25 de maio - Guga é surpreendido na segunda rodada de Roland Garros pelo novato Marat Safin. Com a derrota, cai da oitava para a 24ª posição no ranking.
26 de julho - vence em Stuttgart.
04 de outubro - Depois de decepcionar nas quadras rápidas dos EUA, é campeão em Mallorca. Antes, ajuda o Brasil a vencer a índia e voltar ao Grupo Mundial da Davis.


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Começa a temporada em 23º lugar.
8 de março - Após campanhas razoáveis, é semifinalista do Masters de Indian Wells.
2 de abril - Em exibição de gala, Guga vence seus dois jogos de simples (contra Corretja e Moyá) e a dupla ao lado de Oncins e anota uma incrível vitória para o Brasil diante da Espanha, em Lerida.
25 de abril - É campeão do Masters Series de Monte Carlo.
16 de maio - Campeão no Masters Series de Roma e, com isso, volta ao top 10.
24 de maio - Perde para Andrei Medvedev nas quartas-de-final de Roland Garros, após quatro boas vitórias.
21 de junho - Chega às quartas-de-final em Wimbledon pela primeira e única vez na carreira (perdeu para Agassi). Desde 1967, com Thomaz Koch, um brasileiro não ficava entre os oito finalistas.
30 de agosto - Faz quartas também no US Open. Desta vez seu algoz é o francês Cedric Pioline, em duelo inesquecível: 4/6, 7/6(6), 7/6(14) e 7/6(8).
27 de setembro - Disputa novamente a Grand Slam Cup e cai outra vez na estréia, agora diante de Greg Rusedski.
23 de novembro - Primeira vez na Masters Cup. Entre os oito do mundo, Guga se classifica para o Masters, vence Lapentti, mas cai diante de Agassi e Sampras na fase de grupos. Mesmo assim, termina ano no top 5.


Guga começa na quinta posição do ranking.
4 de fevereiro - Após começo de ano ruim, Guga ajuda Brasil a vencer a França pela Copa Davis.
5 de março - Campeão do ATP de Santiago.
2 de abril - Em um dos melhores torneios da sua carreira, bate Agassi, então líder do ranking, por 6/1 e 6/4 na semi do Masters Series de Miami, mas cai na final diante de Pete Sampras por 6/1, 6/7(2), 7/6(5) e 7/6(8).
7 de abril - vence Karol Kucera, mas perde para Dominik Hrbaty, nas quartas-de-final da Copa Davis, mas vê Meligeni colocar o Brasil na semifinal da competição pela terceira vez na história.
14 de maio - vice no Masters Series de Roma, ao ser superado por Magnus Norman.
21 de maio - Campeão do Masters Series de Hamburgo, ao derrotar Safin no tiebreak do quinto set.
11 de junho - Bicampeão de Roland Garros. Derrota Kafelnikov nas quartas, a jovem promessa espanhola Juan Carlos Ferrero na semi e Magnus Norman na final.
14 de julho - Australianos montam quadra de grama e Brasil perde de 5 a 0 na semifinal da Davis.
20 de agosto - Campeão do ATP de Indianápolis. Dias antes, lança o InstitutoGuga Kuerten para coordenar suas ações sociais.
19 de setembro - Chega às quartas-de-final da Olimpíada de Sydney. Perde para Kafelnikov.
03 de dezembro - Campeão da Masters Cup e número um do mundo. Na Masters Cup de Lisboa, derrotou Pete Sampras e Andre Agassi em seqüência e terminou o ano em primeiro do ranking - o primeiro latino-americano a conseguir tal proeza.


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Guga inicia a temporada como número um.
29 de janeiro - Perde o posto de número um para Safin após cair na segunda rodada do Aberto da Austrália.
4 de março - Conquista dois títulos em seguida: Buenos Aires e Acapulco. Pouco antes, ajudou o Brasil a vencer o Marrocos na Copa Davis.
6 de abril - Derrota Rafter nas quartas-definal da Copa Davis, em Florianópolis, mas perde nas duplas e para Hewitt e vê o Brasil ser eliminado em casa.
22 de abril - Campeão do Masters Series de Monte Carlo.
13 de maio - vice do Masters Series de Roma. Perde para Ferrero.
10 de junho - Tricampeão de Roland Garros.
TPL/Ron Angle
Sobrevive a match-point na famosa partida contra Michael Russell nas oitavas e bate Kafelnikov e Ferrero, antes de passar por Alex Corretja na final.
22 de julho - Campeão do ATP de Stuttgart.
12 de agosto - Campeão do Master Series de Cincinnati. Derrota em seqüência: Roddick (27º), Haas (16º), Ivanisevic (19º), Kafelnikov (6º), Henman (8º) e Rafter (7º). Na semana seguinte, é vice em Indianápolis.
10 de setembro - Depois de alcançar as quartas-de-final no US Open, Guga perde na estréia da primeira edição do Brasil Open para Flávio Saretta.
19 de novembro - Já sentindo dores, Guga vai mal no fim da temporada, perde todos os jogos na Masters Cup e vê Hewitt tomar seu posto de número um.


Começa ano em segundo lugar no ranking.
18 de fevereiro - Após de perder para Agustín Calleri na estréia de Buenos Aires, Guga resolve buscar tratamento para as dores.
26 de fevereiro - Primeira operação
Guga opera quadril em Nashville, Tennessee, com o médico Thomas Byrd, para reparar a cartilagem do fêmur.
29 de abril - volta com campanhas razoáveis na temporada de saibro européia.
27 de maio - Cai nas oitavas-de-final de Roland Garros diante do espanhol Albert Costa, que seria campeão. Sai do top 10.
15 de setembro - Campeão do Brasil open.
Fora do top 50 desde 97, foi campeão na Costa do Sauípe, derrotando Coria na final, com direto a match-point salvo.


Inicia o ano em 37º lugar.
11 de janeiro - Campeão do ATP de Auckland, na Nova Zelândia.7 de fevereiro - Guga perde para Jonas Bjorkman e Brasil não consegue passar pela Suécia. Era o começo da crise na Davis.
16 de março - Após semi em Buenos Aires e Acapulco, Guga vai a final de Indian Wells. Perde para Hewitt, mas volta ao top 15.
26 de maio - Após temporada de saibro irregular, chegou às oitavas em Roland Garros. Perdeu para Tommy Robredo.
19 de setembro - Sem bons resultados nas quadras rápidas (sua melhor participação foi a semifinal no Brasil Open), Guga perde jogo contra o canadense Daniel Nestor (mesmo marcando 47 aces) e o Brasil volta para o Zonal Americano após sete anos na elite.
20 de outubro - Campeão do ATP de St. Petersburgo, Rússia.


Guga começa temporada na 19º posição.
28 de fevereiro - Bicampeão do Brasil open.

Semanas após ser finalista em viña del Mar, Guga vence o Aberto do Brasil, em sua primeira edição no saibro, passando por duelos épicos, em especial a final contra Calleri.
24 de maio - Depois de poucos jogos disputados e quase nenhum bom resultado, Guga surpreende ao alcançar as quartas-de-final em Roland Garros. Na terceira rodada deu show no número um do mundo, Roger Federer, mas depois caiu diante de David Nalbandian.
30 de agosto - Depois de outra derrota decepcionante, desta vez para o dinamarquês Kristian Pless na estréia do US Open, Guga anuncia que o quadril ainda o incomoda e irá realizar mais alguns testes.
21 de setembro - Segunda operação. Desta vez em Pittsburgh, com Marc Philippon, pupilo de Thomas Byrd.


#Q#


Inicia o ano na 40º colocação.
4 de abril - Guga só volta à quadras em abril, no torneio de valência. venceu o belga Olivier Rochus na estréia, mas perdeu para o espanhol Alberto Martin em seqüência.
14 de março - Guga anuncia fim da parceria com Larri Passos.
2 de maio - Guga sai do top 100.
23 de maio - Depois de perder nas estréias de Monte Carlo e Roma e na segunda rodada em Hamburgo. Guga também cai também na estréia de Roland Garros, diante do limitado espanhol David Sanchez. Começa a trabalhar ao lado do argentino Hernan Gumy.
6 de junho - Guga sai do top 200.
15 de julho - Renovada a diretoria da CBT, Guga volta a defender o Brasil contra as Antilhas Holandesas, na terceira divisão da Davis - onde o time foi parar após o boicote dos principais tenistas em 2004.
23 de setembro - Sem bons resultados no ano, Guga disputa mais uma Davis e vence Marcel Felder na primeira partida contra o Uruguai fora de casa. O Brasil volta ao Grupo I Americano. Guga encerra temporada em que jogou apenas 16 partidas de simples.


Guga começa temporada em 292º.
20 de fevereiro - Após quase cinco meses sem jogar, Guga volta no Brasil Open, mas perde para André Ghem na estréia e afirma que ainda não está 100% recuperado.
2 de outubro - Guga não marca data para reestréia no circuito, mas anuncia que volta a trabalhar com Larri.
13 de novembro - Faz uma tentativa de retorno às quadras no Challenger de Assunção e perde para o austríaco Rainer Eitzinger. Foram somente duas partidas de simples no ano.


Inicia o ano em 1078º lugar.
12 de fevereiro - Depois de quatro derrotas consecutivas, Guga volta às vitórias contra o italiano Filippo volandri no Brasil Open, mas cai diante de Saretta em seqüência.
21 de março - Guga continua tentando voltar à forma, mas sem sucesso. Após apenas 12 jogos de simples e duas vitórias no ano, ele decide encerrar a temporada.
7 de novembro - Guilherme, irmão mais novo de Guga, falece.


Guga começa temporada em 679º.
15 de janeiro - Guga anuncia a aposentadoria em entrevista em São Paulo. Turnê de despedida começa no Brasil Open.
12 de fevereiro - o primeiro encontro do ídolo com a torcida após o anúncio, foi emocionante. Na Costa do Sauípe, Guga chorou antes e depois da partida de despedida contra o argentino Carlos Berlocq.
Alexandre Gajardoni
26 de março - Guga recebe homenagem da ATP no Masters Series de Miami, com grande festa.
14 de abril - Jogando em casa, Guga vence o colombiano Carlos Salamanca na estréia do Challenger de Florianópolis e faz a alegria dos conterrâneos.
20 de abril - Recebe convite para a disputa do Masters Series de Monte Carlo, perde para Ivan Ljubicic, mas ganha mais uma homenagem em quadra.
25 de maio - Diante de mais 14 mil pessoas na quadra central de Roland Garros, Guga perde para o francês Paul Henri Mathieu e encerra turnê de despedida. Dois dias depois, ainda joga dupla com o francês Sebastian Grosjean.


GUSTAVO KUERTEN

Nascimento
10/09/1976
em Florianópolis
Altura e peso
1,90m e 83 kg
Destro
Profissional desde 1995
Técnico: Larri Passos
Melhor ranking
1º em simples (04/12/2000)
38º em duplas (13/10/1997)
Vitórias e derrotas
358 - 195 em simples
108 - 95 em duplas
Títulos
20 em simples
8 em duplas
Prêmio na carreira
US$ 14,807,000

Arnaldo Grizzo

Perfil/Entrevista 

Artigo publicado nesta revista



Original: http://revistatenis.uol.com.br/artigo/merci-guga_1047.html#ixzz4WvIXIa4E

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Banana Bowl terá tenistas de 15 países em Caxias do Sul



Lista dos 14 e 16 anos foi divulgada pela Confederação Sul-Americana de Tênis

Caxias do Sul (RS) – As categorias 14 e 16 anos do 47º Banana Bowl, que será realizado entre 1º e 12 de fevereiro
no clube Recreio da Juventude contarão com jogadores de 15 países.
Conforme a lista divulgada no início desta semana pela Confederação Sul-Americana de Tênis (Cosat),
estarão em Caxias do Sul representantes da Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, El Salvador,
Equador, Estados Unidos, Guatemala, Japão, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.
Também serão disputadas na Serra Gaúcha a categoria 12 anos, chamada de Bananinha, além dos 11, 10, 9 e 8 anos,
conhecidas como Tennis Kids.

Nomes de destaque no ranking da Cosat já confirmaram participação no torneio.
Nos 16 anos masculino, por exemplo, dos dez primeiros colocados, estão inscritos nada menos que nove tenistas,
entre eles o brasileiro Matheus Pucinelli, quarto no ranking sul-americano, seguido de Jackson Xavier,
também do Brasil. Nos 14 anos masculino, todos os dez primeiros colocados na lista da Cosat estão inscritos.

PRÉ-QUALI – O pré-qualifying das categorias 14 e 16 anos masculino - somente para brasileiros -
será realizado entre os dias 1º e 3 de fevereiro. As inscrições estão abertas até o próximo dia 30
pelo www.tenisintegrado.com.br. O campeão garante lugar na chave principal
e o vice-campeão participará do qualifying, programado para os dias 4 e 5. A chave principal tem início no dia 6.
Para o feminino, não haverá o pré-classificatório.

Na próxima terça-feira (31) o Recreio da Juventude receberá empresários, dirigentes
e imprensa para um brunch a partir das 11h, quando o evento será apresentado oficialmente
aos convidados. Esta é a primeira vez que a competição será realizada no Rio Grande do Sul.
Criado em 1969, o torneio já passou por São Paulo e Santa Catarina.
A categoria 18 anos será realizada na Sociedade Recreativa Mampituba, em Criciúma.

O 47º Banana Bowl tem a realização da Federação Gaúcha de Tênis e do Recreio da Juventude,
com patrocínio de CBT Correios, Unimed Nordeste-RS, Bitcom e Perfil Imóveis.
O apoio é de Rivatti Móveis, Roal Indústria Metalúrgica e Pedrinho Sports.
A supervisão é da ITF, Cosat, CBT e FGT.
A bola oficial é a Tretorn e a hospedagem oficial será do hotel Personal Royal.
Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail bananabowl@fgtenis.com.br e pelos telefones
(51) 3226-5734 / 3224-6348. Confira mais informações pelo site: www.bananabowl.com.br
Nas mídias sociais, curta Facebook.com/bananabowl e siga Twitter.com/bananabowl.

Divulgação: De Zotti - Assessoria de Imprensa

Foto/Divulgação: Thiago Parmalat

A Tretorn é a Bola Oficial da Federação Gaúcha de Tênis

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Dancing with myself by Serena !!!

Às vezes estamos todos tão sérios e esquecemos de nos divertir - e eu sei que isso é-me muito do tempo, mas é tão importante ter paixões em sua vida que são só para ti.

Estou tão disciplinada todos os dias com a minha carreira, mas quando danço é sobre deixar-me ir. O que você faz para você?

#Doitforyourself
Serena Williams


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

47. Banana Bowl - Caxias do Sul - História

Caxias do Sul (RS) – O clube Recreio da Juventude prepara-se para sediar, entre os dias 1º e 12 de fevereiro,  a 47ª edição do Banana Bowl, o mais tradicional torneio da América do Sul. 
 
     A expectativa é receber cerca de 700 jogadores de aproximadamente 12 países, que disputarão as categorias dos 14 aos 16 anos, masculino e feminino, simples e duplas, além do chamado Bananinha, para os 12 anos, e do Bananinha Tennis Kids, para a garotada abaixo desta faixa etária. 
 
Esta é a primeira vez que a competição será realizada no Rio Grande do Sul.

Foto: Recreio da Juventude, Caxias do Sul



HISTÓRIA

     O Banana Bowl foi criado em 1968, durante o congresso do Campeonato Sul-americano, em Caracas, Venezuela. O nome Banana foi sugerido por Alcides Procópio, então presidente da Federação Paulista de Tênis, que gostaria de criar uma versão tropical do Orange Bowl. 

     “Já que copiamos tudo dos Estados Unidos e eles têm o Orange Bowl, então nós teremos o Banana Bowl”, disse Procópio em 1998 ao lembrar da criação do evento.
Alcides Procópio criou o Banana Bowl durante um congresso da COSAT em 1968 na Venezuela
Alcides Procópio criou o Banana Bowl em 1968

     No início, o nome provocou comentários bem humorados e muita brincadeira, mas logo o evento ganhou popularidade e outros países sul-americanos se juntaram aos quatro fundadores: Brasil, Argentina, Peru e Bolívia. O primeiro torneio não oficial, foi em 1969, no Esportes Clube Pinheiros, em São Paulo, com tenistas desses quatro países. O campeão masculino foi o argentino Roberto Graetz e a campeã da chave feminina foi a brasileira Marlene Flues.
     Em 1970, aconteceu o I Banana Bowl, no Clube Paineiras do Morumby. Nos anos de 1971 e 1974, o torneio teve como sede a Sociedade Recreativa e de Esportes de Ribeirão Preto. Até 1975, apenas tenistas sul-americanos participaram do torneio. Em 1972, 73, 75 e 77, a cidade de Santos recebeu a competição e em 1978, o torneio voltou para a capital paulista. Um dos grandes marcos do torneio aconteceu em 1977, quando se iniciava uma rivalidade histórica do tênis mundial entre o americano John McEnroe e o tcheco Ivan Lendl, adversários na final disputada no Tênis Clube de Santos, com vitória de McEnroe, que no mesmo ano ganharia seu primeiro Grand Slam nas duplas mistas de Roland Garros, além de alcançar a semifinal de simples em Wimbledon.
Sete anos depois da primeira edição, o Banana Bowl ganhou maioridade com a participação de tenistas da França, Espanha e Japão. Nos anos seguintes, o número de países participantes aumentou, chegando a 16 em 1979.
     No início, o predomínio era brasileiro e argentino, mas logo em seguida, outros sul-americanos passaram a lutar de igual para igual, como Uruguai, Equador, Venezuela e Chile.
     Quando o torneio ganhou peso internacional, jogadores de talento passaram a disputar o Banana Bowl e alguns dos melhores tenistas profissionais do mundo passaram pelo Brasil e conquistaram o título do campeonato, ainda como juvenis, entre eles o norte-americano John McEnroe, o tcheco Ivan Lendl, a argentina Gabriela Sabatini, o austríaco Thomas Muster, os argentinos José Luis Clerc, Mariano Zabaleta, o francês Yannick Noah, a eslovaca Dominika Cibukova, a russa Svetlana Kuznetsova, a sérvia Ana Ivanovic e os brasileiros Gustavo Kuerten, Fernando Meligeni, Andrea Vieira, Jaime Oncins, Flávio Saretta, Thomaz Bellucci, Teliana Pereira e muitos outros.
O austríaco Thomas Muster levantou o troféu em 1984, o brasileiro Gustavo Kuerten levou o título em 1992, na categoria 16 anos. Nomes como o do peruano Luís Horna (97), do chileno Fernando Gonzalez (98), de Gilles Muller, de Luxemburgo (2001), de Marcos Baghdatis (2002) e até mesmo do norte-americano Andy Roddick (2000), também foram campeões em terras brasileiras. Na categoria 16 anos, o argentino Juan Martin Del Potro ficou com o vice-campeonato após perder para o brasiliense Raony Carvalho em 2003.

Raony Carvalho (à direita) venceu Juan Martin Del Potro na final de 16 anos em 2003
Raony Carvalho (à direita) venceu Juan Martin Del Potro na final de 16 anos em 2003

     Depois de passar por São Paulo, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos e Guarulhos, o Banana Bowl trocou o estado de São Paulo por Santa Catarina em 2009, quando foi realizado em Florianópolis, no Lagoa Iate Clube. Em Santa Catarina o torneio ainda passou por Blumenau, Gaspar e Itajaí, no Itamirim Clube de Campo, onde foi realizado nos últimos três anos. Em 2014 o Banana Bowl retorna ao território paulista em São José do Rio Preto, cidade que recebe pela primeira vez o torneio.
     A última vez em que conquistamos o título masculino de 18 anos foi com Eduardo Oncins, o irmão mais velho de Jaime, na final que fez diante de Edvaldo Oliveira, em 1981. Curiosamente, Fernando Meligeni, ex-capitão da equipe brasileira da Copa Davis e medalha de ouro no Pan-americano de Santo Domingos, poderia ter encerrado essa longa espera em 89, quando ganhou o Banana Bowl. Mas ele ainda disputava o circuito internacional pela Argentina. Nesse ano, Meligeni chegou a liderar o ranking mundial e terminou a temporada em quarto lugar.
No feminino, a falta de títulos já dura 22 anos. A última campeã foi Roberta Burzagli, que conquistou o torneio de 91, em Santos.

DESTAQUES E CURIOSIDADES
O Brasil no Banana Bowl (18 anos)
Campeões:
1969 – Marlene Flues
1970 – Joaquim Filho e Beatrice Chrystman
1971 – Roger Guedes e Andréa Menezes
1973 – Flavio Arenzon e Patrícia Medrado
1974 – Eddie Pinto
1975 – Celso Sacomandi
1979 – Claudia Monteiro
1981 – Eduardo Oncins
1983 – Silvana Campos
1986 – Gisele Miró
1988 – Andréa Vieira
1991 – Roberta Burzagli
2014 – Orlando Luz
2015 – Orlando Luz
John McEnroe foi o campeão do Banana Bowl em 1977
John McEnroe venceu o Banana em 1977

     A estrela argentina Gabriela Sabatini foi bicampeã do Banana Bowl. Gabi venceu a categoria 14 anos em 1983, derrotando a norte-americana Amy Schwartz, e repetiu o título em 84, na mesma categoria, vencendo a brasileira Cláudia Chabalgoity. Pouco depois conquistou o título do US Open.

     A lista dos jogadores que estiveram ou estão entre os melhores do ranking mundial, tanto no masculino como no feminino, e que também fizeram história no Banana não se resume a Lendl, McEnroe, Sabatini e Muster. Alguns deles: Victor Pecci (Paraguai), campeão em 1972; José Luis Clerc (Argentina), campeão dos 18 anos em 1976; Helena Sukova (Tchecoslováquia), campeã dos 18 anos em 81; Martin Jaite (Argentina), campeão dos 18 anos em 82; Alex Antonisch (Áustria), vice-campeão dos 18 em 84; Gilbert Schaller (Áustria), campeão dos 18 anos em 86; Mercedes Paz (Argentina), vice-campeã dos 18 anos em 83; Ines Gorrochategui (Argentina), vice-campeã dos 16 anos em 89; Jaime Izaga (Peru), campeão dos 16 anos em 83.

Roberta Burzagli, campeã do Banana Bowl em 91

     Duas rivalidades femininas ficaram marcadas no Banana Bowl por tenistas brasileiras. A gaúcha Niege Dias e a paulista Silvana Campos se enfrentaram nas finais de 14 e 16 anos, com vitórias de Niege Dias nas duas. Porém, na categoria 18 anos, Campos levou a melhor e foi a única brasileira bicampeã do torneio. Silvana Campos foi casada com o ex-jogador de futebol Sócrates, falecido em 2011. Outra rivalidade foi entre a carioca Ana Clara Duarte e a paulista Roxane Vaisemberg, que em 2001 teve vitória de Ana Clara na categoria 12 anos, com Roxane Vaisemberg vencendo na categoria 14 anos em 2003.

     Neto do criador do Banana Bowl, Luiz Procópio Carvalho teve a oportunidade de competir no torneio duas vezes na chave de 18 anos, a principal. Hoje diretor do Rio Open, Lui furou o qualifying em 1998 e 1999, perdendo na primeira rodada em ambas as edições.
Um dos maiores tenistas do mundo na atualidade, o francês Jo-Wilfried Tsonga não teve muito sucesso em sua única participação no Banana Bowl. Em simples, Tsonga foi derrotado na última rodada do qualifying pelo colombiano Carlos Salamanca e nas duplas parou logo na primeira rodada ao lado de Mathieu Moncourt na partida contra o russo Teymuraz Gabashvili e o argentino Lionel Noviski.
     Além de Tsonga, há uma grande lista de tenistas de sucesso que passaram pelo Banana Bowl sem o mesmo brilho atingido posteriormente na carreira como profissional. Um dos primeiros casos foi o do francês Yannick Noah, que perdeu nas quartas de final de 1976 para o brasileiro Celso Sacomandi. Anos depois, em 1983, Noah se tornaria o último francês a vencer Roland Garros em simples.
Outro campeão de Grand Slam que não conseguiu o título de 18 anos do Banana Bowl foi o equatoriano Andrés Gomez, que na categoria principal foi vice-campeão de duplas em 1978. Campeão de duplas no US Open de 1988 e em Roland Garros no ano de 1990, o espanhol Sergio Casal foi vice-campeão de duplas do Banana Bowl em 1980.
Antes de alcançar o número 1 do mundo na WTA e de conquistar os títulos do Australian Open e Wimbledon, a francesa Amelie Mauresmo disputou o Banana Bowl e não conseguiu passar das quartas de final na 26ª edição, em 1996.
     Vice-campeão de Wimbledon em 2002, o argentino David Nalbandian estava competindo no Banana Bowl quatro anos antes de seu melhor Grand Slam da carreira. Mas no torneio brasileiro, acabou derrotado nas semifinais. Outro ídolo argentino, o vice-campeão de Roland Garros Guillermo Coria parou duas vezes nas quartas de final do Banana Bowl, em 1998 e 1999.
Campeã de Wimbledon em 2013, a francesa Marion Bartoli passou pelas quadras do Banana Bowl 12 anos antes e acabou derrotada nas quartas de final quando era a principal favorita ao título. Outra campeã de Grand Slam sem sucesso no torneio brasileiro juvenil foi a sérvia Ana Ivanovic. Ainda defendendo a antiga Iugoslávia, em 2002, Ivanovic perdeu nas quartas de final do Banana. Seis anos depois, ela venceu Roland Garros e chegou à liderança do ranking WTA.
     O polêmico italiano Fabio Fognini, campeão de duplas no Australian Open em 2015, foi mais um grande nome do tênis a cair nas quartas de final do Banana Bowl, em 2003. A eslovaca Dominika Cibulkova esteve duas vezes no Brasil para disputar o Banana Bowl. Na primeira, caiu logo na estreia em 2004. No ano seguinte, foi eliminada nas semifinais.

Eugenie Bouchard no Banana Bowl de 2009
Eugenie Bouchard no Banana Bowl de 2009

     Vice-campeão do US Open em 2014, o japonês Kei Nishikori é mais um tenista que simboliza a grande tradição da participação japonesa no Banana Bowl, iniciada ainda nos anos 70. Ele competiu no torneio em São José dos Campos, no ano de 2005, e perdeu na segunda rodada, assim como a alemã Sabine Lisicki, participante da mesma edição.
Outros nomes importantes do tênis atual também passaram pelo Banana Bowl como o búlgaro Grigor Dimitrov, o belga David Goffin, a francesa Kristina Mladenovic, a britânica Johanna Konta e o alemão Alexander Zverev, todos sem conquistar títulos. A canadense Eugenie Bouchard foi mais uma que esteve no tradicional torneio brasileiro em duas oportunidades, em 2009 e 2011, e não conseguiu o título em simples, mas conseguiu voltar para casa com o troféu de duplas conquistado em Blumenau-2011, em uma das edições catarinenses do torneio nascido no estado de São Paulo.
Um longo jejum de 33 anos sem títulos de brasileiros na categoria 18 anos marcou durante um longo período os tenistas do país que disputaram a chave masculina. Durante este período, vários nomes importantes do país competiram no torneio, como Flávio Saretta, Ricardo Mello, Thomaz Bellucci, Bruno Soares, Marcelo Melo, Thiago Alves, João Souza, Rogerio Dutra Silva, entre outros, mas nenhum deles conseguiu o troféu de simples na categoria principal.

Orlando Luz foi o primeiro bicampeão de 18 anos masculino na história do Banana Bowl
Orlando Luz foi o primeiro bicampeão de 18 anos masculino na história do Banana Bowl

     Após vários tenistas tentarem, o gaúcho Orlando Luz finalmente encerrou o jejum ao ganhar uma final 100% brasileira contra o mineiro João Menezes em São José do Rio Preto. No ano seguinte, Luz entrou para a história ao se tornar o único tenista bicampeão da chave masculina de 18 anos, novamente em uma final brasileira contra o paulista Igor Marcondes, desta vez em São José dos Campos.
     Meses depois de obter o segundo título do Banana Bowl, Orlandinho alcançou  pela primeira vez o número 1 do mundo no ranking juvenil da Federação Internacional de Tênis (ITF). Já em transição para o circuito profissional, o gaúcho não tentará o tricampeonato, deixando assim a certeza de que teremos um campeão inédito na chave masculina de simples na edição 2016.
Fonte: https://bananabowl.org/history/